A verdade, apesar de todo este reconhecimento pessoal, é que não sinto tanto a tua falta (ainda que a sinta incomensuravelmente) como te sinto em falta, a de um semblante que encaixe no espectro que me acompanha, as pessoas possuem este medo terrível de serem cravadas nas costas por aquilo que um dia lhes fez tamanho bem, mas aprendi que ao abraçar aquilo que durante tanto tempo nos definiu não torna a viagem mais dura, antes mais clara e concisa- de forma a encarar-se o futuro é necessário compreender-se o passado.
Acho que o que pretendo confessar com tudo isto é que está tudo bem, que não me importo de sentir uma nuvem de lembranças imediatamente atrás de mim sempre que passeio, de nós apareceu e em nós acabou.
Espero que um dia também não te importes, sobretudo com o mesmo carinho com que lhes vou prestando atenção até que desapareçam de vez.
Sempre
Ellie.
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